Advogado é condenado por apropriação de dinheiro de clientes no Sul de Minas
13/03/2026
(Foto: Reprodução) Advogado é condenado por apropriação de dinheiro de clientes no Sul de Minas
Um advogado foi condenado pela Justiça de Minas Gerais a seis anos, quatro meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, após ser denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por se apropriar de valores pertencentes a clientes em Elói Mendes, no Sul de Minas. Da decisão ainda cabe recurso.
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A sentença reconheceu a prática de 13 crimes de apropriação indébita, cometidos em continuidade delitiva. De acordo com a denúncia, o advogado coletava dezenas de assinaturas de clientes em documentos variados, sob o argumento de que iria ingressar com ações para retirar seus nomes de cadastros de proteção ao crédito.
Fórum de Elói Mendes (MG)
Arquivo EPTV
Com as assinaturas em mãos, ele ajuizava dezenas de ações judiciais e, quando havia acordos ou condenações favoráveis, ficava com o dinheiro, em vez de repassar os valores às vítimas.
A Justiça também aplicou multa de aproximadamente R$ 43 mil, que ainda será corrigida.
Operação Data Venia II
A investigação fez parte da “Operação Data Venia II”, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Varginha, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Elói Mendes.
Segundo o MPMG, o grande volume de ações ajuizadas pelo advogado, todas nos mesmos moldes, acabou sobrecarregando as Varas Cíveis da região, prejudicando o andamento de outros processos e afetando cidadãos que realmente precisavam da prestação jurisdicional.
Por causa desse tipo de prática, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais criou o Núcleo de Monitoramento de Perfil de Demandas (Numopede), com o objetivo de identificar e combater litígios repetitivos e irregularidades processuais.
O que diz a defesa do advogado
Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Tonyson Henrique dos Santos disse que foi comprovado documentalmente, por meio de cheques e recibos, que não houve apropriação de qualquer valor e que esses foram devidamente repassados aos interessados, demonstrando o total equívoco na condenação.
A defesa disse ainda que já interpôs recurso perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e que confia no seu provimento, a fim de que seja reconhecida a plena inocência do advogado. A defesa diz ainda que acredita que os fatos serão devidamente esclarecidos.
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